segunda-feira, 31 de março de 2008

Máscaras...


Todas as figuras que vejo são assim, desenhos de luz e sombra, agrupamento de pontos e partículas, um quadro de impulsos dentro de um processamento de sinais, nosso processamento
subjetivo de sinais alheios...

Who’s that?...

A imensa curiosidade pelo “oculto” nos instiga ao ponto de criarmos personagens inimagináveis a realidade alheia, retirando do outro a cobertura de carne e repousando-o num pedestal do cristal mais nobre, talvez como um personagem de um filme europeu, ou naquilo que seja mais agradável em nossa concepção do belo.

Personagem que projetamos para nosso bem-estar momentâneo.

Aproximamo-nos dele, alvo de descoberta (a descoberta que inventamos também), e ao conseguirmos enxergar “bem de perto”, vemos que ele conta piada, que ri, que ele chora, que ele também anda descalço, que ao sorrir provoca leve imperfeições cutâneas, tem medo da morte... e olha pra você... e não por você, gente que você talvez não encontre tão facilmente por ai.
Será mesmo(?)...

E tudo continua assim, como quem olha aquela Ferrari toda vez que passa pela loja, pergunta o preço, toca o couro dos bancos, mesmo sabendo que nunca irá possuí-la...

Puro Desejo, simples assim.

Picture: Máscaras Venezianas – por lá as pessoas costumam usá-las no Carnaval, e todo carnaval tem seu fim.

13 comentários:

Silly Grrrl disse...

Sem desejos e sem máscaras nos machucaríamos mais ainda(=

Silly Grrrl disse...

Nossa
apareceu um nick que eu tinha na adolescência aqui do nada hahahaha
é a Deby

gabriella disse...

elas sempre caem!
eu disse sempre?
tu arrasa no teixto fia.
sardadis
beeeeeeeeeeeeeeeeejo

Rodrigo disse...

As máscaras caem, talvez elas nunca existiram, o outro é quem a cria "despindo nossas carnes para seu prazer momentaneo" (adorei como escreveu isso Wlad)!!!
Uau!!!
Arrasou mais uma vez como de praxe
bjo
;)

Kacariver disse...

Vivemos nossas vidas como projetamos, mas para os outros mostramos aquilo que queremos que vejam, pois não podemos ficar desprotegidos para o mundo. De boa intenção o inferno está cheio. Eis as mascaras que não nos deixa sermos devorados.

Amolhe

Fabio Allves disse...

Acho que somos feitos de mistérios e essas mascaras podem esconder ou aparentar uma qualidade ou imaginação da nossa propria cabeça.

Beijos
Fábio Allves
http://fabioallves.blogspot.com

Danielle Ribeiro disse...

querido, vou ligar esse tema ao tema proposto anteriormente ... é muito comum e até aceitável, tolerável, vermos pessoas se mascararem em nossos contatos iniciais ou naqueles que são superficialmente mais duradouros, justamente pelo fato de uma pessoa ser um mundo muito mais complexo do que inicialmente imaginamos e ter medo da não aceitação de suas peculiaridades. Se fosse mais tolerantes às intimidades alheias e não aos protocolos sociais .. não haveria mais carnaval ... rs

beijos

BRUNA BORTOLETTO disse...

nossa...seu post caiu como uma luva para o momento q estou vivendo..a cada dia q passa encontro mtas pessoas usando máscaras....acho q todos deveriam ser verdadeiros...por mais estranho q pareça....
rs
bjuss

coneijo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
coneijo disse...

Máscaras... Um tema que pode ter muitas interpretações... As máscaras que cada um veste e a máscara que vestimos nos outros e que muito dificilmente coincidem. O grande problema surge quando passamos a dar mais importância à máscara que à pessoa que a utiliza. As máscaras caem.... ou não. Mas só cumprem sua função quando há alguém detrás delas. Nada mais triste que uma máscara caída que não tem nada por revelar.

Beijos!!!!!

coneijo disse...

Todo carnaval tem seu fim...

definição de FIM: (dicionário Michaelis)
sm (lat fine) 1 Termo, conclusão, remate. 2 Extremidade, limite de espaço, extensão ou tempo. 3 Intenção, propósito. 4 Escopo, alvo, objeto, fito, mira. 5 Morte. F. anormal, Inform: interrupção inesperada de um programa que está sendo executado, devido a uma falha, erro ou falta de energia; abend. F.-d'águas, Reg (Amazônia): última fase da cheia dos rios quando as águas se aproximam do nível normal. Fins-d'águas, Reg (Ceará): o término da época chuvosa. F. de mundo: a) grande transtorno do tempo, que causa aflição; b) lugar muito distante; c) grande barulho e confusão. A fim de: para; com intenção de. A fim de que: para que. No fim de contas: afinal; em conclusão. Por fim: finalmente.

Onde concluo que:
Nem todos os fins terminam, nem todas as finalidades se justificam.

Danilo disse...

Menino que texto é esse, não entendi estilista ou poeta?!?
Acho que ambos. -A-D-O-R-O-

Beijo, beijo e saudadenhas.

Bia Bonini disse...

O mais divertido derrepente é trocá-las sempre... talvez trocá-las antes que caiam... Como trocamos de roupa diariamente, e alguns até mais de uma vez por dia... Ou não (como diria Caetano)... Derrepente trocá-las demais poderá nos levar a loucura... e também se levar o que é que tem? Viver hoje em dia já não é uma locura??? E se não trocar a máscara... ou nem usá-la... também pode enlouquecer...

Arrasou querido!!!!
Saudades das suas loucuras!!! Com ou sem máscara... rsrsrs Bjão